terça-feira , 26 setembro 2017
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Ecovilas e Comunidades no Brasil – um mapeamento

por Gabriel Dread – http://www.irradiandoluz.com.br/
Comunidade Aldeia BiocontrucaEcovilas são assentamentos funcionalmente completos, onde as atividades humanas estão integradas ao mundo natural de forma sustentável, apoiando o desenvolvimento humano saudável e que tem continuidade futura assegurada.

As ecovilas atuais surgem das necessidades e oportunidades provocadas pelas limitações ambientais, pelo desenvolvimento tecnológico e pelos novos patamares de conscientização atingidos recentemente. Elas são pautadas pelo uso de tecnologias alternativas tais como energia eólica e solar e agricultura orgânica, propostas econômicas inovadoras, experiências de democracia direta, tomada de decisão inclusiva e adoção de uma perspectiva de prevenção da saúde combinada com sistemas tradicionais de medicina, aspectos múltiplos que,  juntos, culminam em uma proposta de estilo de vida alternativo que possibilita a existência de novas sociedades alternativas e holísticas.
Já falei um pouco sobre ecovilas aqui no Irradiando Luz, mas o objetivo desse artigo é fazer um levantamento das ecovilas e comunidades alternativas existentes no Brasil.

É difícil estimar precisamente o número de ecovilas e comunidades intencionais existentes e ativas no mundo hoje. Muitas começaram como iniciativas locais e ainda não estão registadas formalmente, enquanto algumas outras ainda vivem em modos de vida tradicionais em áreas rurais afastadas, dificultando seu mapeamento.

O diretório de comunidades da Fellowship for Intentional Community e o banco de dados da Global Ecovillage Network permitem afirmar que existem hoje pelo menos 3.000 comunidades intencionais em todo o mundo.

Comunidades Intencionais no mundo

Atualmente, 2.717 comunidades estão inscritas no diretório online da Fellowship for Intentional Community das quais 463 se intitulam ecovilas. A distribuição geográfica permite a inferência de que o fenômeno das chamadas comunidades intencionais está diretamente relacionada à cultura anglo-saxônica, predominando na América do Norte e Europa.
O Brasil, 5ª economia mundial e 6º país mais populoso do mundo, ocupa a 9ª posição. Existem apenas 22 comunidades intencionais brasileiras registradas no diretório.

Países com maior número de comunidades intencionais

1 º -Estados Unidos: 1915 comunidades;

2º – Canadá: 202 comunidades;

3º – Reino Unido: 92 comunidades;

4º – Austrália: 84 comunidades;

5º – Costa Rica: 48 comunidades;

6º – Alemanha:  38 comunidades;

7º – México:  32 comunidades;

8º – Suécia: 29 comunidades;

9º – Brasil: 22 comunidades;

Ecovilas no mundo

ecovilas no mundo
O diretório da Global Ecovillage Network é um pouco mais modesto. Enquanto a listagem daFellowship for Intentional Community possui 2.717 comunidades cadastradas (das quais apenas 463 são ecovilas), a Global Ecovillage Network tem 558 ecovilas filiadas a ela. As ecovilas pertencentes à GEN estão divididas em 3 macrorregiões: ENA Américas (239), GEN África, Europa e Oriente Médio (239) e GENOA Oceania e Ásia (80), conforme pode ser observado na Figura 1. Nessa listagem, o Brasil está com um relativo destaque, na quinta posição empatado com Espanha e Itália. No entanto, o número de ecovilas brasileiras filiadas à GEN (17) é ainda menor do que no diretório da Fellowship for Intentional Community.

Países com maior número de ecovilas

1 º -Estados Unidos: 118 ecovilas;

2º – Austrália: 31 ecovilas;

3º – Canadá: 26 ecovilas;

4º – Alemanha: 21 ecovilas;
5º – Espanha: 17 ecovilas;

6º – Itália:  17 ecovilas;

7º – Brasil:  17 ecovilas;

Ecovilas e Comunidades Alternativas no Brasil

Apesar da minguada presença de ecovilas e comunidades intencionais brasileiras cadastradas nos diretórios internacionais, estima-se que existam hoje no país mais de 300 comunidades desses tipos. Em 2010, 50 dessas comunidades estavam filiadas à ABRASCA –Associação Brasileira de Comunidades Autossustentáveis (ou, dependendo da fonte, Comunidades Aquarianas, ou ainda, Alternativas).

ABRASCA –Associação Brasileira de Comunidades Autossustentáveis

A ABRASCA foi criada 1978 para congregar as comunidades alternativas brasileiras com o objetivo de cataloga-las, editar boletins, facilitar a troca de sementes, promover eventos e divulgar o movimento de comunidades no Brasil. A associação surgiu da necessidade de unir as comunidades alternativas nacionais para que seus membros trocassem experiências, tecnologias, práticas ecológicas, terapêuticas e espirituais e vivências comunitárias (MACHADO, 2010).

Encontro Nacional das Comunidades Aquarianas (ENCA)

Desde a sua fundação, a ABRASCA realiza anualmente o Encontro Nacional das Comunidades Aquarianas (ENCA), ocasião em que as comunidades associadas se encontram para “trocarem informações, produtos, sementes e rever os velhos amigos em uma grande festa sempre realizada na primeira lua cheia de julho em um local escolhido no evento anterior”.

Enca2006

Os ENCAs são realizados em comunidades que necessitam de força de trabalho na sua fase inicial de estruturação, e já chegaram a reunir mais de mil pessoas em algumas edições. Não se cobra nada para participar e o evento é inteiramente mantido através de doações e trabalho voluntário.
A ABRASCA e o ENCA não possuem presença institucional online, quer seja através de site, blog ou página no Facebook. Nos eventos também não é permitido fotografar atividades ou espaços públicos. Essa é uma estratégia de um movimento que aparentemente é pautado pela visão utópica de resgate da comunidade ancestral e isolamento da sociedade centrada no mercado, visão essa que prevalecia no movimento alternativo ou da Nova Era das décadas de 1960 e 1970, e que ainda resiste e possui representatividade no contexto brasileiro.

No entanto, ao contrário do que acontece com os as comunidades situadas no Norte e que operam por essa lógica, no Brasil o movimento já nasceu de uma necessidade de atuação em rede que só foi se esboçar na Europa e na América do Norte após o advento da internet. Compelidas pela escassez de recursos e fomentadas por um tom revolucionário de oposição à ditadura, as comunidades alternativas brasileiras parecem ter sido pioneiras no estabelecimento de uma rede, já que a Nordic Alternative Campaign só seria criada em 1982, a Fellowship for Intentional Community em 1986 e a GEN em 1995.

encaa

Festival Internacional de Cultura Alternativa (FICA)

Outro festival de comunidades alternativas que ocorre anualmente no Brasil é o Festival Internacional de Cultura Alternativa (FICA), criado em 2006 por membros da ABRASCA e organizadores do ENCA para promover o estilo de vida alternativo que visa a preservação ambiental planetária. O público é composto não apenas por moradores de comunidades e ecovilas, mas também artistas, permacultores, educadores, praticantes de medicinas alternativas, entre outros. Mas, ao contrário do ENCA e da ABRASCA, o FICA surge da necessidade de interação do movimento alternativo com o restante da sociedade. O festival possui um blog onde encoraja a distribuição de panfletos e a divulgação maciça.

Rede Brasileira de Ecovilas, ENA Brasi

Já a Rede Brasileira de Ecovilas, ENA Brasil, só foi surgir no primeiro encontro brasileiro de comunidades intencionais sustentáveis que aconteceu em Florianópolis em 2003, ocasião em que o Brasil passou a ter sua própria rede ligada à ENA-Américas e à GEN. Sua missão é “promover e apoiar a experiência de assentamentos humanos sustentáveis, através de educação, consultoria, transferência de tecnologias, metodologias e projetos sociais no território nacional” (ENA – BRASIL).
ENA-BRASIL é um catalisador de vontades e visões de sustentabilidade planetária. ENA-BRASIL promove e apoia a experiência de assentamentos humanos sustentáveis, através de EDUCAÇÃO, CONSULTORIA, TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIAS, METODOLOGIAS e PROJETOS SOCIAIS. ENA-BRASIL honra, restaura e celebra, com criatividade, a abundância da diversidade natural e das nossas raízes culturais. Que o som dos nossos TAMBORES, CORAÇÕES e VOZES ecoem no coração da humanidade, para que possamos dançar e cantar, juntos, a canção de GAIA (ENA – BRASIL).

O ENA – BRASIL possui site oficial e disponibiliza informações ao público, adotando uma estratégia de maior abertura e interface com outros públicos além do interno. Os símbolos linguísticos empregados me permitiam afirmar que o ENA – BRASIL era orientado por uma perspectiva similar ao da GEN, empregando termos como planejamento sistêmico e a crítica ao mecanicismo, etc.

Quando eu acessei a homepage primeira vez, em 2011, pude constatar que, apesar da presença online, o ENA-BRASIL não fazia uso intensivo das novas mídias, sendo seu site pouco atualizado e servindo mais como portal institucional do que ferramenta ativa de fomento à rede nacional. Atualmente o site da ENA – BRASIL encontra-se indisponível, fora do ar, o que confirma minha suspeita de que a ferramenta está em desuso.

Movimento Brasileiro de Ecovilas

Há ainda uma terceira instituição, o chamado Movimento Brasileiro de Ecovilas, Permacultura e Transição Planetária (MBE), idealizado por Marcio Bomtempo e fundado em janeiro de 2011 em Brasília por 150 pessoas incluindo moradores de ecovilas, proprietários rurais interessados em organizar comunidades de permacultura e interessados. O MBE conta com o apoio de instituições como a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal e a WWF.

O movimento visa realizar o mapeamento, cadastramento, organização e disponibilização de informações sobre as ecovilas existentes no Brasil e no mundo e tem como ideais

a vida em harmonia com a natureza, a saúde, o preparo para eventuais desastres naturais, mas, acima de tudo, de se integrar a um movimento de formação de núcleos de permacultura e convivência social organizada, diferenciada do convencional, voltada para a difusão de um modelo de vida solidário, fraterno, em harmonia com as leis naturais (MBE).

Através dos símbolos linguísticos empregados pelo MBE, me parece possível afirmar que, assim como a ENA – BRASIL, esse movimento já vislumbra a atuação em rede e a presença online como meios de transformação e ampliação do impacto e das possibilidades de sobrevivência. Seu blog está ativo, com convites para reuniões e atualizações frequentes. No entanto, a menção a “preparo para eventuais desastres naturais” parece evocar a visão apocalíptica típica do movimento da Nova Era, orientado em direção a um passado mítico.

Falsas ecovilas no Brasil

No Brasil, assim como em outros lugares do mundo, a palavra ecovila também já sofre decolocação inapropriada de conceito. Loteamentos convencionais e condomínios rurais se aproveitam do termo para promover seus empreendimentos que não têm nenhuma relação com o movimento de comunidades intencionais, o que configura uma estratégia típica de praticantes da políticacognitiva.

Em Florianópolis, por exemplo, existem pelo menos quatro empreendimentos desse tipo: o Residencial Ecovila Sambaqui, a Ecovila Eco Resort Ribeirão, o Eco-Condomínio Rio Tavares e o Condomínio Novo Campeche Ecovila. No Espírito Santo existe uma empreiteira registrada sob o nome Ecovila Empreendimentos que já chegou a construir shopping centers.

Tipos de comunidades intencionais e empreendimentos rurais brasileiros

De acordo com o que foi visto até agora, parece-me seguro propor a segmentação de movimento de comunidades intencionais e empreendimentos rurais brasileiros nas seguintes categorias:

  1. a) Comunidades alternativas: adotam uma visão de regresso ao passado e aversão às novas tecnologias, como é o caso de muitas comunidades filiadas à ABRASCA;
  2. b) Comunidades sustentáveis e ecovilas: com uma visão mais voltada para a crise socioambiental enfrentada atualmente, como é caso de diversas ecovilas filiadas à GEN e à ENA-Brasil;
  3. c) Condomínios autossustentáveis: empresas ecológicas e condomínios, modalidade que parece adotar uma noção – de certa forma ultrapassada – de crescimento sustentável;
  4. d) Condomínios convencionais: loteamentos que operam segundo o velho paradigma insustentável.

Mapeamento das comunidades intencionais e ecovilas do Brasil

Apresento a seguir a relação de 99 comunidades intencionais e ecovilas brasileiras que pude encontrar em referências bibliográficas ou na internet. Algumas são filiadas à Global Ecovillage Network (GEN) ou suas representações regionais, outras à Fellowship for Intentional Community (FIC), ao Movimento Brasileiro de Ecovilas (MBE) ou à Associação Brasileira de Comunidades Autossustentáveis (ABRASCA).

Essa lista esta certamente incompleta, pois a ABRASCA e o MBE não possuem um diretório online com seus membros, nem divulgam essa informação para o grande público. Há também o caso de comunidades que não são vinculadas a nenhuma dessas redes (sem filiação). Algumas dessas comunidades estão mencionadas em sites e livros sobre o movimento, mas acredito que a maioria delas não está presente nesse mapeamento.

Evitei classificar os projetos na tipologia que propus anteriormente, pois correria o risco de cometer injustiças. As exceções são os empreendimentos de Florianópolis que relatei, pois pude visitá-los e constatar que se trata de loteamentos convencionais.

No território nacional, há registro de ecovilas e comunidades intencionais ativas nas regiões sul (Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná), sudeste (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), centro-oeste (Distrito Federal e Goiás), nordeste (Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão e Paraíba) e norte (Amazonas, Pará e Roraima).

Algumas regiões exercem maior atração para criação de comunidades, atuando como espécie de polos que congregam diversas comunidades alternativas, intencionais, sustentáveis e ecovilas. As comunidades apresentadas na listagem estão agrupadas de acordo com essas regiões aglutinadoras.

a)    Chapada dos Veadeiros (GO): 11 comunidades e ecovilas

Eleita pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, a Chapada dos Veadeiros se estende pelos municípios de São João D`Aliança, Alto Paraíso de Goiás, Teresina de Goiás, Cavalcante e as vilas Moinho, Capela, Colinas do Sul e São Jorge.

A região fica sobre uma grande placa cristal de quartzo e se situa no Paralelo 14, o mesmo de Machu Picchu, o que leva algumas pessoas a acreditarem que ali existe uma energia especial. A região é sede de várias ONGs, que estudam desde agroflorestas e preservação do Cerrado até Óvnis e seres de outros planetas. A região tem cerca de 15 mil habitantes e várias comunidades alternativas e religiões se instalaram ali na década de 1970, após a decadência do garimpo de ouro e a criação do Parque Nacional, em 1961.

  • Associação Cúpulas de Saint Germain (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Cidade da Fraternidade (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Comunidade Osho Lua (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Ecovila Arco-Íris (Cavalcante, GO): GEN;
  • Ecovila Vale Dourado (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Flor de Ouro (Alto Paraíso, GO): ABRASCA;
  • Fundação Arcádia (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Fundação Ordem Santo Graal – Cavaleiros de Maytréia (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Fazenda Bona Espero (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Instituto Quinta Essência (Alto Paraíso, GO): sem filiação;
  • Quilombo Kalunga (Cavalcante, GO): sem filiação;

b)    Pirenópolis, GO: 5 comunidades e ecovilas

Cidade fundada no século XVIII e marcada pelo garimpo de ouro. No final da década de 70, muitos hippies chegaram à região à procura de terras para formarem comunidades alternativas que perduram até hoje. É também a sede do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC).

  • Comunidade FraterUnidade (Pirenópolis, GO): sem filiação;
  • Fraternidade Espiritualista Vale Dourado (Pirenópolis, GO): sem filiação;
  • Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado(IPEC) (Pirenópolis, GO): GEN;
  • Santuário Vagafogo (Pirenópolis, GO): sem filiação;
  • Terra Nostra (Pirenópolis, GO): sem filiação;

c)     Outras comunidades e ecovilas em Goiás e no Distrito Federal: 7

  • Comunidade Asha (Goiânia, GO): sem filiação;
  • Goiasnat – Associação Goiana de Naturismo (Aragoiânia, GO): sem filiação;
  • Cidade Eclética Fraternidade Universal (Santo Antônio do Descoberto, GO): sem filiação;
  • Ecovila da Montanha (São João D’Aliança, GO): GEN;
  • Ecovila Santa Branca (Teresópolis, GO): GEN e MBE;
  • Vale do Amanhecer (Planaltina, DF): sem filiação;
  • Templo da Deusa – Wiccan Village – (Brasília, DF): FIC;

d)    Chapada Diamantina, BA: 5 comunidades e ecovilas

A Chapada Diamantina é uma região de serras, situada no centro da Bahia e tem uma história parecida com a das regiões de Pirenópolis e Chapada dos Veadeiros. Surgiu a partir da descoberta de ouro e diamantes, mas após a decadência do garimpo, tornou-se destino de hippies que fundariam diversas comunidades no final da década de 1970. Na década de 1990 o movimento se renovou e passou a incorporar a dimensão ecológica.

  • Comunidade Campina (Palmeiras, BA): ABRASCA;
  • Ecovila Barriga da Onça (Rio de Contas, BA): sem filiação;
  • Fazenda Riachinho (Rio de Contas, BA): sem filiação;
  • Lothlorien – Centro de Cura e Crescimento (Palmeiras, BA): FIC;
  • Rodas do Arco-íris (Palmeira, BA): sem filiação;

e)     Costa do Cacau: Ilhéus e Itacaré, BA: 5 comunidades e ecovilas

A Costa do Cacau é uma das zonas turísticas mais populares da Bahia, caracterizada pela presença da lavoura cacaueira e da Mata Atlântica. A região cresceu muito a partir de 1890 com o cultivo de cacau, até que esse entrou em decadência no final da década de 1970 devido à praga da vassoura-de-bruxa.

Ao contrário dos polos mencionados anteriormente, a Costa do Cacau só foi descoberta pelas comunidades intencionais a partir de 2005, provavelmente devido ao turismo e aos baixos preços de propriedades rurais na região. As comunidades da Costa do Cacau, em sua maioria, já surgiram sob o novo paradigma das ecovilas e comunidades sustentáveis.

  • Abracadabra (Itacaré, BA): FIC – em reformulação;
  • Aldeia (Itacaré, BA): sem filiação;
  • Comunidade Solaris (Ilhéus, BA): GEN;
  • EcoComunidade Inkiri de Piracanga(Itacaré, BA): FIC – em formação;
  • Ecovila Piracanga (Itacaré, Bahia): GEN, ABRASCA e FIC – em reformulação;

f)     Outras comunidades e ecovilas da Bahia: 3

  • Ecovila Caminho de Abrolhos (Nova Viçosa, BA): sem filiação;
  • Fundação Terra Mirim (Simões Filho, BA): GEN;
  • Vila Hippie de Arembepe (Arembepe, BA): ABRASCA;

g)    São Paulo, SP: 8 comunidades e ecovilas

A capital paulista é um campo fértil para o surgimento de ecovilas urbanas desde 2005, quando aconteceu o primeiro curso EDE da Gaia Education na cidade, apoiado pela prefeitura e pela Universidade Livre do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (Umapaz). O objetivo das comunidades intencionais e ecovilas da cidade é demonstrar soluções viáveis para outra forma de vida urbana.

  • Amaradia (São Paulo, SP): ABRASCA;
  • Casa dos Hólons (São Paulo, SP): ABRASCA;
  • Casa Jaya (São Paulo, SP): ABRASCA;
  • Ecobairro Vila Mariana (São Paulo, SP): sem filiação;
  • Ecocasa Ateliê da Luz (São Paulo, SP): ABRASCA;
  • EcoHouse Natingui (São Paulo, SP): ABRASCA;
  • Ecovila São Paulo (São Paulo, SP): sem filiação;
  • Morada da Floresta (São Paulo, SP): ABRASCA;

h)    Interior e litoral do estado de São Paulo: 12 comunidades e ecovilas

Aqui, não se trata exatamente de um polo de uma determinada região, mas sim de uma grande diversidade de comunidades intencionais espalhadas por todo o estado paulista. O que une todas essas comunidades é o fato de se situarem mais ou menos próximas da capital, caracterizando-se como “pontos de fuga” da maior cidade da América do Sul. Todas surgiram sob o paradigma das comunidades sustentáveis e ecovilas.

  • Comunidade de Nazaré (Nazaré Paulista, SP): sem filiação;
  • Comunidade Nova Gokula (Pindamonhangaba, SP): sem filiação;
  • Ecovila Clareando (Piracaia, SP): FIC – em formação;
  • Ecovila Corcovado (Ubatuba, SP): GEN;
  • Ecovila Cunha (Cunha, SP): sem filiação;
  • Ecovila UR (São Roque, SP): sem filiação;
  • Estância Demétria (Botucatu, SP): sem filiação;
  • Estação Bem-te-vi (Mogi das Cruzes, SP): ABRASCA;
  • Flor do Anhumas (Campinas, SP): ABRASCA;
  • Parque e Instituto Visão Futuro (Porangaba, SP): GEN;
  • Solo Sagrado (Guarapiranga, SP): FIC;
  • Tibá (São Carlos, SP): FIC;

i)      Sul de Minas Gerais: 9 comunidades e ecovilas

O sul de Minas Gerais está localizado entre as três maiores aglomerações urbanas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Assim como o interior de São Paulo, a região também serve de escapa das grandes metrópoles. Desde a década de 1970, cidades como Baependi, Carrancas, Aiuruoca, Carmo da Cachoeira, São Tomé das Letras e São Lourenço são consideradas pelo movimento alternativo como centros energéticos do planeta, atraindo pessoas interessadas em espiritualidade, misticismo, bruxaria, magia, fadas, duendes e discos voadores.

  • Agrovila Carrancas (Carrancas, MG): sem filiação;
  • Céu do Gamarra (Baependi, MG): ABRASCA;
  • Ecovila Águas de Contendas (São Lourenço, MG): sem filiação;
  • Figueira (Carmo da Cachoeira, MG): sem filiação;
  • Fundação Harmonia (São Tomé das Letras, MG): ABRASCA;
  • Mato Dentro (São Lourenço, MG): ABRASCA;
  • Picada (São Tomé das Letras, MG): ABRASCA;
  • Sociedade Brasileira de Eubiose (São Tomé das Letras, MG): ABRASCA;
  • Vale do Matutu (Aiuruoca, MG): ABRASCA;

j)      Outras comunidades e ecovilas em Minas Gerais: 5.

  • Cipó / 4 Cantos do Mundo (Belo Horizonte, MG): ABRASCA;
  • Ecovillage Viver Simples (Itamonte, MG): GEN e FIC – em reformulação;
  • Fazenda Ananda Kirtana (Juiz de Fora, MG): sem filiação;
  • Sete Ecos (Sete Lagoas, MG): FIC;
  • Terra Una (Liberdade, MG): GEN;

k)    Rio de Janeiro: 5 comunidades e ecovilas

  • Aldeia da Mata Atlântica (Aldeia Velha, RJ): ABRASCA;
  • Mirako Concept (Rio de Janeiro, RJ): GEN;
  • Vale do Pavão (Visconde de Mauá, RJ): ABRASCA;
  • Pindorama Atlantic Forest Institute (Nova Friburgo, RJ): GEN;
    ·El Nagual (Magé, RJ): sem filiação;

l)      Santa Catarina: 8 comunidades e ecovilas

  • Ajubaí Eco Comunidade (Alfredo Wagner, SC): sem filiação;
  • Aldeia Arawikay (Antônio Carlos, SC): GEN e FIC – em formação;
  • Céu do Patriarca São José (Florianópolis, SC): sem filiação;
  • Ecovila Alto-Quiriri (Campo Alegre, SC): sem filiação;
  • Ecovila Encostas da Serra (Santa Rosa de Lima, SC): sem filiação;
  • Ecovila Sítio Cristal Dourado (Florianópolis, SC): sem filiação;
  • Sítio dos Sonhos (Águas Mornas, SC): sem filiação;
  • Yvy Porã (São Pedro de Alcântara, SC): FIC;

m)  Rio Grande do Sul: 7 comunidades e ecovilas

  • Arca Verde (São Francisco de Paula, RS): GEN e FIC – em reformulação;
  • Associação Ecológica Portal do Sol (São Francisco de Paula, RS): FIC – em formação;
  • Ecovila Pessegueiro (São José dos Ausentes, RS): sem filiação;
  • Ecovila Rainha da Floresta (Caxias do Sul, RS): sem filiação;
  • Ecovila Sítio das Águias (Ivoti, RS): sem filiação;
  • Nossa Ecovila (Três Cachoeiras, RS): sem filiação;
  • Sítio Gravatá (Itapuã, RS): sem filiação;

n)    Outras regiões: 11 comunidades e ecovilasencab

  • ABRA144 (Manaus, AM): GEN e FIC – em formação;
  • Comunidade Doze Tribos (Londrina, PR): FIC;
  • Cura do Planeta (Fortaleza, CE): ABRASCA;
  • Ecocentro Bicho do Mato (Recife, PE): ABRASCA;
  • Ecovila Belém (Belém, PA): sem filiação;
  • Ecovila Felicidade (João Pessoa, PB): GEN;
  • Ecovila Spa da Alma (Tibau do Sul, RN): sem filiação;
  • Povoado Mato Grosso (Loreto, MA): ABRASCA;
  • Praterra (Boa Vista, RR): FIC – em formação;
  • Sabiaguaba (Fortaleza, CE): FIC;
  • Vila Nova do Alagamar (Pindoretama, CE): ABRASCA.
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