sábado , 16 dezembro 2017
Início >> Artesanato >> Consulta Pública sobre a Base Conceitual do Artesanato Paulista – até 31 de outubro/16 – on-line

Consulta Pública sobre a Base Conceitual do Artesanato Paulista – até 31 de outubro/16 – on-line

Leia e opine sobre o Manual de Tipologias e Técnicas do Artesanato Paulista. 
sutacoApresentamos o último texto levado à discussão na Assembléia do Estado de São Paulo – ALESP, já com todas as sugestões incluídas.
Argumente de forma clara, sempre conceituando, sobre o que acha que deve mudar no texto apresentado.
Solicitamos especial atenção das Artesãs e Artesãos das Técnicas:
MANUAL DE TIPOLOGIAS E TÉCNICAS DO ARTESANATO PAULISTA

Baseado no Programa do Artesanato Brasileiro – PAB 

Discutido e Complementado (com Inserção ou Extração de Matéria-Prima e Técnicas) com as ARTESÃOS e os ARTESÃOS do Estado de SÃO PAULO
CAPÍTULO I

DAS TIPOLOGIAS DA PRODUÇÃO ARTESANAL

GRUPO 01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL:

– São classificadas neste grupo as matérias-primas de origem animal, vegetal e mineral utilizadas em seu estado bruto, bem como aquelas submetidas a processos simplificados de beneficiamento.

01.01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM ANIMAL:

01.01.01   COURO E PELE
– Pele curtida de animais, utilizada como matéria-prima para a confecção de diversos artefatos para o uso humano, destacando-se os objetos para uso pessoal (roupas, cintos, sapatos etc.), utensílios, artigos para decoração (tapetes, pufes, almofadas etc.), artigos de montaria e instrumentos musicais.

01.01.02   ESCAMA
– Cada uma das lâminas que cobrem o corpo de certos peixes e alguns répteis, utilizada como matéria-prima para a confecção de acessórios e adornos pessoais (bolsas, brincos, colares etc.) e decorativos.

01.01.03   CERA
– Secreção de glândulas do abdome de animais, utilizadas na confecção de objetos decorativos (miniaturas etc.).

01.01.04   PENA E PLUMA
– Estruturas epidérmicas que formam o revestimento externo distintivo ou plumagem de aves. São geralmente utilizadas pelos indígenas para confecção de objetos de uso (arcos, flechas, tapetes, abanos etc.) e adorno (cocares, brincos etc.).

01.01.05   LÃ
– Tecido obtido do pêlo de animais lanígeros (ovelhas, cabras etc.) por meio de extração (tosquiamento), fiação e tecelagem manuais, utilizado na confecção de acessórios (echarpes, cachecóis etc.) e objetos utilitários (tapetes, mantas etc.).

01.01.06   CASCA
– A casca é o revestimento externo de determinados animais, tais como os crustáceos, e de ovos de animais, a exemplo dos das aves.

01.01.07   CASCO
– É o estojo córneo que recobre a parte terminal da pata do cavalo, utilizado para confecção de armas (facas, canivetes etc.) e objetos decorativos.

01.01.08   CONCHA
– Esqueleto externo, córneo ou calcário, característico de certos animais, especialmente dos moluscos, utilizado na confecção de objetos de decoração (flores, porta-retratos, vasos etc.) ,  de adorno e uso pessoal (brincos, colares, pulseiras etc.) e utilitários.

01.01.09   CRINA E PELO
– Tipo de pelagem presente em certos animais, principalmente equídeos como o cavalo, asno e a zebra, utilizada na confecção de objetos utilitários (cerda de arco etc.).

01.01.10   DENTE, CHIFRE E OSSO
– Materiais rígidos de origem animal, geralmente utilizados para confecção de objetos decorativos (estatuetas, miniaturas etc.) e de uso pessoal (brincos, colares etc.).

01.01.11   CARCAÇA
– Armação que dá estrutura ao animal.

01.02: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM VEGETAL:

01.02.01   SEMENTE
– O grão ou a parte do fruto próprio para a reprodução, utilizado para confeccionar objetos decorativos (mandalas, mobiles etc.), de uso pessoal (brincos, colares, pulseiras etc.), instrumentos musicais entre outros.

01.02.02   CASCA, CAULE E RAIZ
– Parte superficial e protetora dos troncos, dos galhos e dos ramos, rica em cortiça e em tanino; chama-se também casca a região externa das raízes e dos caules novos. São utilizados para confecção de objetos decorativos,  utilitários, pigmentação.

01.02.03   FLOR, FOLHA E FRUTO
– Matérias-primas florestais não madeireiras, utilizadas para confecção de objetos decorativos, objetos de adorno, pigmentação.

01.02.04   FIO E FIBRA
– Estruturas filamentosas, geralmente sob a forma de feixe, extraídas de vegetais, e beneficiadas de forma manual. São matérias-primas moles e flexíveis e que, quando entrelaçadas, possuem diversos usos, principalmente na confecção de cestarias,  móveis, objetos utilitários,  decorativos, adornos, etc.

01.02.05   MADEIRA
–  Material obtido a partir do tecido formado pelas plantas lenhosas, extraído de forma seletiva ou encontrado na natureza (madeira de erosão), sendo utilizado na confecção de móveis , utilitários,  adornos, brinquedos, etc.

01.02.06   LÁTEX
– Suco leitoso esbranquiçado produzido pelo caule de plantas (seringueira, mamoeiro, caucho etc.) utilizado por comunidades tradicionais na confecção de acessórios (bolsas, calçados etc.) e utensílios (jogos americanos, porta-lápis etc.).

01.02.08   CERA, MASSA E RESINA
– Secreções formadas principalmente em canais de resina de algumas plantas, tais como árvores coníferas, utilizada principalmente na confecção de objetos de uso pessoal (brincos, anéis, colares etc.).

01.03: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM MINERAL:

01.03.01   ARGILA
– Substância terrosa proveniente da degeneração de rochas feldspáticas, que adquire plasticidade quando umedecida com água, rigidez após secagem, e dureza após a queima em temperaturas elevadas (cerâmica). É utilizada na confecção de objetos utilitários,  decorativos, adornos.

01.03.02   AREIA
–  Conjunto de partículas de rochas desgastadas, utilizado na confecção de objetos decorativos (quadros, garrafas de areia colorida etc.).

01.03.03   PEDRA
– Mineral, rocha ou material petrificado que, quando esculpido, lapidado, polido ou talhado, é utilizado na confecção de objetos decorativos (esculturas, bustos etc.), utilitários (ferramentas etc.) e de uso pessoal (brincos, anéis, pulseiras etc.).

GRUPO 02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA:

– São classificadas neste grupo as matérias-primas de origem animal, vegetal e mineral transformadas por processos de beneficiamento de maior complexidade, em geral mecanizados.

02.01: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM ANIMAL:

02.01.01   COURO
– Pele curtida de animais beneficiada e utilizada como matéria-prima para a confecção de diversos artefatos para o uso humano, destacando-se os objetos para uso pessoal (roupas, cintos, sapatos etc.), utensílios, artigos para decoração (tapetes, pufes, almofadas etc.), artigos de montaria e instrumentos musicais.

02.01.02   FIO DE LÃ
– Fio derivado do pêlo de animais lanígeros (ovelhas, cabras etc.) que, depois de tosquiado, é processado  industrialmente para usos têxteis, limpeza e coloração. É geralmente utilizado na confecção de vestuário e acessórios (luvas, gravatas, xales, cachecóis etc.).

02.01.03   SEDA
– Tecido constituído pela fibra retirada dos casulos do bicho-da-seda, a partir de processo de tecelagem industrial, utilizado na confecção de vestuário e acessórios (luvas, gravatas, xales, cachecóis etc.).

02.02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM VEGETAL:

02.02.01   FIO E TECIDO
– Material (algodão, juta, cânhamo, linho, sisal etc.) processado industrialmente a partir de fibras têxteis, utilizado na confecção de vestuário, acessórios (luvas, gravatas, xales, cachecóis etc.) e objetos utilitários (capas de almofadas, mantas etc.).

02.02.02   BORRACHA
– Produto sólido obtido por meio da coagulação de látices de determinados vegetais, utilizado na confecção de acessórios (bolsas, calçados etc.) e utensílios (jogos americanos, porta-lápis etc.).

02.02.03   MDF, AGLOMERADO E COMPENSADO
– Material fabricado a partir da aglutinação de fibras de madeira com resinas sintéticas e outros aditivos, utilizado na confecção de objetos decorativos (esculturas, mandalas etc.) e utilitários (brinquedos, utensílios etc.).

02.02.04   PAPEL
– Material constituído por elementos fibrosos de origem vegetal, utilizados para confecção de objetos utilitários, decorativos e adornos.

02.03: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM MINERAL:

02.03.01   METAL
– Produto extraído de minérios encontrados em solos e rochas, sendo que alguns metais, tais como o ferro e o cobre, são extraídos dos minérios, enquanto outros, como o aço e o bronze, precisam ser associados a outras substâncias. Os metais mais utilizados no artesanato são: ferro, cobre, estanho, ouro, prata, latão e aluminio para a confecção de objetos decorativos (esculturas, miniaturas etc.), utilitários (ferramentas, lamparinas, canecas etc.), brinquedos e adornos (brincos, anéis, colares etc.).

02.03.02   VIDRO
– Substância obtida por meio do resfriamento de uma massa líquida à base de sílica, cuja manipulação só é possível quando fundida a altas temperaturas, sendo utilizada na confecção de objetos decorativos (esculturas, vasos etc.), utilitários (garrafas, copos, tigelas etc.) e adornos.

GRUPO 03: MATÉRIA-PRIMA SINTÉTICA

– São classificadas neste grupo as matérias-primas desenvolvidas de modo artificial, pela síntese de componentes naturais e químicos.

03.00.01   FIO E TECIDO
– Materiais produzidos pelo homem a partir de fibras artificiais – utilizando matérias-primas naturais, tais como a celulose – ou sintéticas – empregando matérias-primas oriundas da indústria petroquímica, dentre os mais comuns: poliéster, acrílico, elastano, poliamida, nylon, lycra, viscose e acetato, utilizados para confecção de vestuário.

03.00.02   COURO SINTÉTICO
– Material com aspecto semelhante ao couro natural, geralmente feito de policloreto de vinil (PVC), poliéster, poliuretano e nylon, utilizado na confecção de objetos decorativos (suvenires, chaveiros etc.), para uso pessoal (bolsa, carteira, chapéu etc.), utilitários, etc.

03.00.03   MASSA
– Produto resultante de misturas de materiais, caracterizado pela sua consistência pastosa e maleável, sendo mais utilizadas a massa de porcelana fria (biscuit, fimo),  massa plástica e as argamassas, na confecção de objetos decorativos (suvenires, chaveiros etc.), utilitários, etc.

03.00.04   CERA E PARAFINA
– Material derivado do petróleo, que possui propriedade termoplástica e de repelência à água, sendo utilizada na confecção de velas.

03.00.05   RESINA
– Composto orgânico derivado do petróleo, que passa do estado líquido para o sólido por meio de um processo químico chamado polimerização. As resinas mais comuns no artesanato são o poliéster e o plástico, utilizadas para confecção de objetos decorativos e de uso pessoal (brincos, anéis, colares etc.).

03.00.06   CORANTE E PIGMENTO
– Substâncias sintéticas, normalmente em forma de pó, que apresentam em sua estrutura química grupamentos chamados cromóforos, responsáveis por lhes conferir cor. São mais utilizados os de efeito metálico e perolizado, na confecção de objetos decorativos, utilitários e de uso pessoal.

03.00.07   TINTA
– Composição química, pigmentada ou não, que, após sua aplicação, se converte em um revestimento, proporcionando às superfícies acabamento, resistência e proteção, utilizada na confecção de objetos decorativos e utilitários.

03.00.08   MIÇANGA E PEDRARIA
– Objetos decorativos feitos a partir de vidro e acrílico, usados para confecção de objetos de uso pessoal (roupas, bijuterias, calçados etc.).

03.00.09   MATERIAIS RECICLÁVEIS
– Materiais que, após sofrerem uma transformação física ou química, podem ser reutilizados como matéria-prima para confecção de objetos decorativos, utilitários e adornos, etc.

MANUAL DE TIPOLOGIAS E TÉCNICAS DO ARTESANATO PAULISTA

Baseado no Programa do Artesanato Brasileiro – PAB
Discutido e Complementado (com Inserção ou Extração de Matéria-Prima e Técnicas) com as ARTESÃOS e os
ARTESÃOS do Estado de SÃO PAULO

CAPÍTULO II

DAS TÉCNICAS DE PRODUÇÃO ARTESANAL

As Técnicas de Produção Artesanal consistem num conjunto ordenado de condutas, habilidades e procedimentos, combinado aos meios de produção (máquinas, ferramentas, instalações físicas e fontes de energia e meio de transporte) e materiais, por meio do qual é possível obter-se, voluntariamente, um determinado produto que expresse criatividade e identidade cultural. A técnica artesanal alia criatividade, identidade cultural, forma e função, requerendo destreza manual no emprego das matérias-primas e no uso de ferramentas, conforme saberes variados e com uso limitado de equipamentos automáticos. A customização  de produtos  industrializados não é considerado trabalho artesanal, bem como os produtos que utilizem kits prontos.

1. AMARRADINHO/PUXADINHO
Consiste em preencher as tramas da talagarça (ou tear) com retalhos, sempre no mesmo sentido. Os retalhos são inseridos na trama e presos com um nó simples, mas firme. Preenche uma trama, pula a seguinte e preenche a outra, seguindo até o fim da carreira. Na carreira seguinte, intercala o amarradinho com a trama da carreira anterior. O avesso é liso, já a frente do trabalho é cheia e fofa.

2. BOLEADO
Técnica de transformar material plano em forma boleada utilizando o boleador de metal que é aquecido no fogo e, ainda quente, colocado sobre a matéria-prima a ser trabalhada (fibras vegetais, papel, material sintético e tecido). Com o auxílio das mãos criam-se pequenos sulcos, valetas ou nervuras na matéria-prima.

3. BORDADO
Técnica de ornamentar tecidos com desenhos ou motivos diversos, utilizando os fios e a agulha para formar o bordado, podendo ser feito com as mãos ou em máquinas de pedal ou de motor elétrico. Os bordados utilizam-se dos pontos para se desenvolver, por isso, em muitos casos o nome do bordado é dado pelo nome do próprio ponto utilizado.

3.1 ABERTO
Bordado à mão e do tipo fios contados, em que primeiramente o pano é desfiado na região a ser bordada. Depois se utiliza agulha e linha para unir os fios que ficaram no tecido e construir o ornamento. Forma desenhos mais padronizados, já que a sua característica marcante é a contagem igual de fios e a sua união através de pontos diversos. Geralmente é executado em tecido e linha na cor branca. Mesmo sendo incomum, também pode ser feito com máquina a pedal e utilizando o bastidor.

3.2 APLICAÇÃO
Técnica com aplicação de tecidos recortados e dispostos formando uma imagem, cujo contorno é bordado com ponto caseado se feito à mão, ponto cheio e ziguezague se feito à máquina. Utiliza-se também pedrarias, miçangas, canutilhos e contas para formar o bordado sempre feito à mão no tecido.

3.2.1 ARPILHARIA
Técnica utilizada por um grupo de artesãs de Mato Grosso com a aplicação de bordado usando sobras de tecido em linguagem de relevo, formando figuras da fauna, da flora e paisagens, aplicadas em alto relevo sobre outro tecido. Toda a costura é feita à mão, utilizando agulhas e fios, inclusive fios de lã para realçar o contorno das figuras.

3.3 BOA NOITE
A técnica desse bordado consiste em desfiar o tecido e recompô-lo em faixas com motivos florais. Sempre rigorosamente geométrico e seguindo a trama dos tecidos, o bordado se apresenta em quatro diferentes composições: Boa Noite Simples, Boa Noite de Flor, Boa Noite Cheio e uma variante do Boa Noite Cheio. Para compor essa técnica de bordado, precisa-se de agulha, bastidor, tecido, tesoura e linha – as mais fortes para o acabamento e as mais finas para a feitura dos pontos. O bastidor é o suporte de madeira circular no qual o tecido é esticado, permitindo que se tenha a base necessária para começar a bordar.

3.4 BOUVAIRE
Técnica de bordado livre e feito à máquina, também conhecido como ponto de cadeia. Nesta técnica o controle é exclusivo da bordadeira e não se utiliza bastidor no seu desenvolvimento. Os desenhos são inicialmente riscados no suporte escolhido (tecido, palha, couro) para depois serem bordados. Podem ser utilizados fios de várias espessuras em linha de algodão ou sintética.

3.5 CAMINHO SEM FIM
Pode ser feito à mão ou à máquina. Nesta técnica, faz-se um caminho sinuoso e longo em todo o tecido, por isso a técnica se chama caminho sem fim. É encontrado também agregado a outras técnicas, como no acolchoamento de costuras (quilting) e do patchwork.

3.6 CASA DE ABELHA
Bordado à mão, executado em tecido franzido anteriormente ou durante o bordado. Utilizando-se a linha de bordado e a agulha, vai-se juntando as dobras do tecido, formando desenhos que lembram uma colmeia ou “casa de abelha”.

3.7 CHEIO
Este ponto implica um matizado básico e compreende o enchimento de linha ou algodão. Deve ser trabalhado no sentido contrário ao alinhavo, preenchendo todo o interior do desenho. Como resultado final o bordado fica com um efeito de maior relevo. O número de fios sobre os quais os pontos são trabalhados depende do efeito desejado.

3.8 COM FITA
É uma técnica que utiliza a fita no lugar da linha e agulhas largas com ponta afiada, formando imagens como flores.

3.9 CORRENTE OU CADEIA
Ponto decorativo em forma de corrente, muito usado para contornar outros bordados. Também se pode usar esse ponto para preencher todo o interior do desenho. Geralmente é colocado na composição juntamente com outros tipos de pontos. Quando feito para preenchimento, contorna-se inicialmente o desenho para depois ir preenchendo até chegar ao centro.

3.10 CRUZ
Conhecido também como ponto de marca e bordado de fio contado. Bordado com ponto imitando pequenas cruzes que permite a contagem de fios e que quando agrupadas, formam um desenho. Geralmente executado em tecido étamine e linho.

3.11 FILÉ
Técnica que consiste em preencher um desenho sobre uma rede, feita com linha de algodão, também conhecida como grade. Essa grade é confeccionada com a mesma técnica usada nas redes de pesca. A partir da rede de nó, presa a uma peça de madeira com formatos e tamanhos diferentes, desenvolve-se a trama com pontos numa agulha de mão. Também conhecida como uma técnica de bordado, porém não utiliza o tecido como suporte, podendo se classificar como renda.

3.12 MATIZ
Tem a forma do Ponto Cheio, normalmente usado para dar um efeito matizado, ou seja, tendo em um mesmo desenho a mistura de cores e nuances variadas. Usado também para dar o efeito sombreado. Na primeira carreira os pontos são alternadamente longos e curtos e bem unidos para seguir o contorno do desenho. Os pontos das carreiras seguintes são arrumados visando instituir uma superfície uniforme e macia.

3.13 OITINHO
É uma variação da técnica vagonite. Consiste em passar a agulha da direita para a esquerda, voltando no mesmo lugar e deixando o fio da trama do primeiro grupo de tecidos de fios. Já com o fio arrematado, pula-se uma das carreiras de tramas do grupo de cima e começa a fazer o mesmo no segundo grupo. As carreiras devem sempre começar contrárias às anteriores.

3.14 REDENDÊ, RENDEDEPE, RENDA DE DEDO OU HARDANGER
Técnica executada preferencialmente sobre linho preso em bastidor. Após ser bordado é recortado com tesoura para retirada do centro do bordado ou das partes do tecido que não foram cobertas pela linha. São utilizados pontos cheios e abertos formando desenhos geométricos.

3.15 RETO
Bordado à mão em pontos feitos na horizontal e na vertical. Para formar o desenho segue esta mesma direção. É iniciado e finalizado com a mesma direção do ponto. Algumas vezes esses pontos são de tamanhos variados, o que possibilita uma sensação de que o desenho é diagonal. É o ponto base do bordado rendendepe.

3.16 RICHELIEU
Bordado livre que pode ser executado à mão ou à máquina de pedal, com o auxílio do bastidor. O desenho é feito em papel manteiga e depois passado para o tecido. O tecido é costurado com ponto reto e reforçado com zigue-zague, contornando-se todo o desenho. Com a tesourinha, corta-se a parte interna do desenho e são bordadas as ligações internas (grades) e depois o contorno, utilizando um cordãolinha chamada cordonê.

3.17 ROCOCÓ
Sequência de pontos sobre o tecido em torno de uma agulha. A agulha é introduzida tantas vezes quantas desejadas e no mesmo lugar. Com o auxílio de uma agulha de fundo pequeno que permita a passagem através da linha enrolada, puxa-se a linha até obter o ponto rococó desejado. É um bordado que possui volume, apresentando um aspecto semelhante a figuras tridimensionais.

3.18 RUSSO
O ponto russo é uma técnica de bordar em alto relevo, feita com uma agulha especial, bastidor e tecido. Quando finalizado tem um efeito felpudo e atoalhado e com relevo bastante destacado.

3.19 SOMBRA
Também conhecido por Ponto Atrás Duplo, o Ponto Sombra é bordado em tecido fino e transparente. Pode ser feito tanto do lado direito quanto do lado avesso, com pequenos pontos atrás, alternadamente. O efeito do bordado é bastante delicado.

3.20 VAGONITE
Bordado em tecido com textura tipo tabuleiro em relevo ou em tecido étamine, no qual a agulha desliza sob a trama mais proeminente, sem atravessar o seu avesso. Os desenhos têm padrão geometrizado por causa do seguimento das tramas do tecido.

3.21 XADREZ
É uma técnica feita à mão e é assim chamado por ser produzida em tecido xadrez, aproveitando-se o quadriculado para fazer o bordado. É executado com pontos diversos, sendo bastante comum o uso do ponto de cruz duplo.

4.  CARPINTARIA
Utiliza ferramentas variadas, dependendo da peça a ser confeccionada, sendo as mais comuns a serra, serrote, formão, goiva, trena, martelo, dentre outros. Sua matéria-prima fundamental é a madeira natural, exigindo conhecimentos sobre a especificidade desta matéria. São produzidos mobiliários e utilitários mais rústicos.

5. CARTONAGEM
A técnica de cartonagem permite modificar e criar diversos objetos decorativos e utilitários com papelão, papel, cartão ou outros tipos de papéis grossos. São utilizados cola branca, tecidos estampados e papéis decorados para fazer a forração ou revestimento da estrutura cartonada. Não se considera artesanato a utilização de kits prontos.

6.  CERÂMICA
Consiste no processo de queima do barro ou argila em diferentes tipos de forno de baixa e alta  temperatura. A forma pode ser conseguida por modelagem à mão com a técnica de rolinhos, placas ou bolas de argila, de forma escultórica, também no torno manual ou elétrico. Existem diversas argilas nas quais se podem adicionar outros elementos (paper clay, chamote, serragem e papel), para obter maior plasticidade, leveza, coesão e, ainda, um bom cozimento.

6.1 FAIANÇA
É uma cerâmica branca, composta por massas porosas, de coloração esbranquiçada e que precisa passar por processo posterior de vitrificação. Seus produtos incluem aparelho de jantar, aparelho de chá, xícara e caneca, peças decorativas, etc.

6.2 GRÊS
Massa cerâmica, cuja composição é semelhante a das rochas. A principal diferença entre essa massa e as rochas é que, enquanto as rochas se formam na natureza, o grés é preparado pelo homem com uma seleção de minerais e uma parte de argila plástica. Em sua composição não entram argilas tão brancas ou puras quanto na porcelana, o que estabelece uma coloração rósea, levemente avermelhada nas baixas temperaturas e acinzentada nas mais altas. A temperatura de queima pode ficar entre 1150 e 1300ºC; após a queima se tornam impermeáveis, vitrificadas e opacas (refratária). Ela vitrifica na sua temperatura de queima, o que permite a fabricação de vários tipos de produtos. Estes são em caso particular feitos numa só queima. Também conhecida pelo termo inglês stoneware “barro-pedra”. O grês é, em última análise, uma porcelana não translúcida.

6.3 PORCELANAS
A porcelana é composta de caulim – uma terra aluminosa, e de petuntsê – um silicato. Quando submetida a uma temperatura de 1200 a 1500°C obtém-se uma matéria ainda mais dura e mais lisa que, pouco a pouco, se torna vítrea, até se transformar em porcelana, que é sempre translúcida.

6.4 RAKU
Técnica cerâmica que começa por modelar uma peça de barro poroso, cozendo-a a uma temperatura não muito elevada. Depois, aplica-se o vidrado na peça, e leva-se de novo ao forno, a uma temperatura de 800 a 1000 ºC. As peças são retiradas ainda incandescentes e colocadas num ambiente com pouco oxigênio.  Se surgir alguma chama é necessário tapar rapidamente o recipiente da serradura e deixar a peça descansar por alguns minutos. O fumo que escapa neste processo é um lençol espesso, quase viscoso, amarelado e muito tóxico. Na terceira fase do processo, a peça é retirada da serradura e rapidamente mergulhada em água. Todas estas ações permitem criar efeitos singulares: craquelês, brilhos e texturas especiais. A porosidade do barro, a quantidade de vidrado e a forma como este se aplica, a temperatura do forno, a madeira de que é feita a serradura, a temperatura da peça, o contato maior ou menor da superfície da peça com a serradura, o tempo de imersão em água, tudo isso pode alterar a cor e brilho. As zonas da peça onde não foi colocado vidrado ficam totalmente pretas, o que permite criar contrastes com o vidrado branco, sobretudo quando há craquelê.

6.5 TRADICIONAL
A cerâmica tradicional de olaria é utilizada para fabricar objetos de uso doméstico, sendo os mais utilizados os potes (recipientes de transporte e depósito de água) e panelas para cozimento de alimentos. O fabrico da olaria passa pela modelagem à mão ou pela técnica do torno (roda de oleiro). A preparação da pasta (massa) é feita por métodos tradicionais locais que são transmitidos por meio de conhecimentos empíricos.

6.6 TERRACOTA
A terracota é um material constituído por argila cozida no forno, sem ser vidrada, e é utilizada em cerâmica e construção. O termo também se refere a objetos feitos deste material e a sua cor natural, laranja acastanhada. A terracota caracteriza-se pela queima em torno dos 900º C, apresentando baixa resistência mecânica e alta porosidade, necessitando um acabamento com camada vítrea para torná-la impermeável.

6.7 VIDRADO OU ESMALTE CERÂMICO
Este é um tipo de vidrado feito a partir de minerais e óxidos que uma vez levados à queima, após a sua aplicação nas peças, conferem uma aparência de vidro. Depois de esmaltada, é “queimada” no forno de baixa e alta temperatura, onde o esmalte se derrete e forma uma fina camada vitrificada sobre a peça.

7. CALADO/ VAZADO
Consiste em formar figuras na parte central de chapas de madeira, metal e outros utilizando ferramentas de corte como broca, serra de arco, lima, lâmina, dentre outros. A técnica é conhecida como calagem por sua utilização nas peças de cerâmica no período colonial espanhol na América latina.  Atualmente a técnica é utilizada pelos artesãos brasileiros para a produção de luminárias de madeira e PVC, bem como porta-retratos, oratórios, adornos e outros itens.

8. CINZELAGEM OU REPUXO
Técnica utilizada para criar volumes, relevos e texturas numa chapa metal formando desenhos, também chamada de técnica de repuxado ou repuxo. Utilizam-se ferramentas de precisão que são os cinzéis (ferro).

9. COMPOSIÇÃO DE IMAGEM
Técnica que se fundamenta na composição de imagem com preenchimento de um espaço com senso estético.

9.1 COMPOSIÇÃO DE IMAGEM EM AREIA
Consiste em criar desenhos utilizando areia colorida, colocando uma cor por vez em um recipiente transparente, com o auxílio de palhetas e canudinho de madeira, retratando imagens.

10. COSTURA
Técnica que consiste em unir duas ou mais partes de materiais diversos como tecido, couro ou outros, utilizando agulha ou máquina na produção de peças variadas. Para ser artesanato a costura deve estar aliada ao desenvolvimento de peças com imagens ou figuras. A costura como técnica isolada não constitui artesanato, devendo ser utilizada como técnica complementar.

10.1 COSTURA-PATCHWORK (QUILTING OU ACOLCHOAMENTO)
É a técnica que une retalhos de tecidos costurados à mão ou a máquina, formando desenhos geométricos. Os trabalhos com patchworksempre envolvem uma sobreposição de três camadas com retalhos unidos por costura e manta acrílica criando um efeito acolchoado (matelassê). Para o arremate dos trabalhos de patchwork, utilizam-se pespontos largos, mais conhecidos como quilt. O quilt é uma espécie de alinhavo, usado para criar efeitos de relevo nos trabalhos de patchwork ou em acolchoados. O quilt pode ser feito à mão ou com a máquina de costura.

10.2 COSTURA-FUXICO
Técnica de alinhavar retalhos dobrando uma pequena borda em torno do seu círculo enquanto é feito o alinhavo, depois puxa a linha até que as bordas do centro se unam. Prende o fio com um nó e corta a linha. Aperta o fuxico para que ele assente. Para o preparo são necessários agulha, linha, molde, retalhos e tesoura.

10.3 COSTURA EM RETALHO
A costura em retalho é uma técnica que consiste em unir pedaços de tecidos de cores variadas, geralmente sobras, cuja composição resulta na produção de acessórios, bonecos, colchas, panos decorativos, peças utilitárias, revestimento de móveis, dentre outros. Esses tecidos são cortados, geralmente em diferentes formas, a partir de modelos previamente estabelecidos pelo artesão.

11. CROCHÊ
Técnica desenvolvida com o auxílio de agulhas específicas terminadas em gancho e que produzem um trançado semelhante a trama de uma renda. Os trabalhos podem ser realizados com qualquer tipo de fio ou material, a depender da peça a ser executada. É usada na confecção de vestuário, mantas, tapetes e acessórios artesanais.

12. CURTIMENTO OU CURTUME ARTESANAL
Técnica de curtir pele de animal transformando-as em couro. A técnica deve ser empregada imediatamente após o abate do animal. Caso isso não seja possível, as peles devem ser submetidas com rapidez a um tratamento de imersão em solução saturada de cloreto de sódio (sal de cozinha).

13. CUTELARIA
Consiste em criar instrumentos de corte, em ações sequenciais para a confecção de lâminas como adagas, espadas, facas, facões, machados, navalhas, punhais e todo tipo de utensílios metálicos de corte. A matéria-prima (metal) derretida é moldada com o auxílio de ferramentas para formar o produto desejado.

14. COLAGEM
Técnica complementar que envolve o uso de diversos materiais como lã, madeira, papel, tecido, bem como itens naturais como cascas, conchas, folhas, sementes e outros, com a utilização ou não de um plano de fundo, que, superpostas ou colocadas lado a lado, formam uma imagem ou motivo.

14.1 PAPIETAGEM
Técnica ou processo de composição que consiste na utilização de recortes ou fragmentos de material impresso, papéis picados e superpostos. É necessário colar várias camadas de papel, esperar a secagem, podendo desenformar ou não para obter o produto final.

15. DOBRADURA OU ORIGAMI
Técnica de dobrar papéis, sem o auxílio de tesoura, cola ou de cortes, geralmente feita em papel quadrado para criar em formas representativas de animais, flores, objetos, dentre outros.

16.  ESCULPIR
Técnica que expressa a criação de formas plásticas em volumes e relevos, seja pela modelagem, pelo entalhe, pela reunião de materiais e/ou objetos diversos. Arte de representar um objeto em relevo ou em 3 (três) dimensões, moldando madeira, pedra  ou outro material.

17. ENTALHE
Processo minucioso realizado em material rígido e pesado (casco, chifre, couro, madeira, osso, pedra, etc.), consistindo em abrir sulcos na matéria-prima, resultando, de acordo com o artesão, em peças tipificadas como esculturas, objetos utilitários, talhas, tacos (matrizes de xilogravura).

17.1 ENTALHE EM PEDRA
Consiste no desgaste de um bloco de pedra utilizando ferramentas como o cinzel, martelo e furadeiras. No artesanato, para pequenas esculturas, se utiliza também a serra diamantada, que vai dando o formato das peças.

17.2 ENTALHE EM MADEIRA
É a técnica de talhar a madeira com uso de formão, goiva e lixa para obter uma escultura ou objetos decorativos ou utilitários.

17.3 ENTALHE EM COURO
É a prática de adicionar desenhos no couro com o auxílio de buril, carimbo, ferramentas (estecas) de modelagem, faca giratória, ferramentas de chanfro, marreta de madeira ou de couro, molde e tábua de corte.

17.4 ENTALHE EM CHIFRE E OSSO
É a técnica de talhar chifre e osso com o auxílio de cinzel, ferramenta cortante, furadeira e lixa.

18. LAPIDAÇÃO
Lapidação é uma técnica para modelar, geralmente gemas, mas também se aplica a metais e outros materiais como vidros e cristais que servem para o fabrico de adornos, joias, biojóias e peças utilitárias. No caso de lapidação de gemas deverá estar associada a outras técnicas de ourivesaria para considerar o produto final como artesanato.

19. ESMERILHAMENTO
Técnica de formar esculturas, adornos e outras peças decorativas usando como ferramenta o esmeril. O esmeril é uma pedra composta de vários minerais duros, geralmente de forma circular, acionada por motor ou manivela. Pode ser utilizada para trabalhar dente, chifre, casca de ovo de avestruz, casco, metal, osso, semente e outras matérias-primas.

20. ESQUELETIZAÇÃO
Trata-se de conferir forma de esqueleto. A técnica de esqueletização da folha vegetal é a retirada da clorofila da fibra vegetal, deixando somente as nervuras da folha, utilizando-se soda cáustica. Caso haja a preferência pelo clareamento das folhas, elas são colocadas em alvejante com cloro até atingir a cor desejada, podendo também ser tingidas.

21. DESIDRATAÇÃO
Consiste na remoção do excesso de água da matéria-prima em exposição ao sol ou utilizando forno adequado com temperatura moderada entre 35º a 70ºC. No caso de flores, as melhores são as compactas com muitas pétalas, que finalizadas com selante floral se tornarão mais resistentes e duradouras.

22. FIAÇÃO
A técnica de fiação manual consiste no processo produtivo de retirada de fibras (da roca ou do cesto) para formar o fio, a torcedura das fibras (em poucas porções) e o enrolamento dos fios num suporte próprio (fuso). Em um processo de beneficiamento obtém-se o algodão batido ou chumaço de algodão desfiado, que é acondicionado em cestos. Bater o algodão é o mesmo que “cardar”. Outra etapa é a da fiação propriamente dita, que produz o fio, e para isso é empregado o fuso e a roca ou roda de fiar e é uma técnica que exige grande habilidade manual. Para obter tecidos de boa qualidade, a fiandeira prefere fazer fios no fuso. A roda não é boa para torcer boa linha, com fios finos e fortes.

23. FILIGRANA EM METAL
Técnica de ourivesaria que consiste na combinação de delicados e finíssimos fios de ouro, prata, cobre, latão, alumínio, etc. aplicados sobre placas do mesmo metal, desenhando motivos circulares ou espiralados.

24. FILIGRANA EM PAPEL OU QUILLING
Técnica minuciosa que utiliza tirinhas de papel, fita de cetim ou outros materiais para criar desenhos. O material é enrolado, moldado e colado, criando composições decorativas. Em algumas localidades também é conhecida como quilling.

25. FOLHEAÇÃO/DOURAÇÃO
Técnica de decoração de superfícies que utiliza uma camada finíssima de ouro ou material com aparência deste metal. O metal transformado em lâminas muito finas (conhecidas como folhas de ouro) é aplicado em objetos como madeira ou similares. Para ser considerado artesanato, deve ser obrigatoriamente associado às técnicas de criação do objeto que servirá como suporte.

26. FLORES PRENSADAS – OSHIBANA
É a técnica que utiliza a vegetação desidratada para criar desenhos que ornamentam caixas, quadros para decoração, marcador de livro, etc.

27. FUNDIÇÃO
É o processo de fabricação de peças metálicas (utilitários, adornos, acessórios, etc.) que consiste essencialmente em encher com metal líquido a cavidade de um molde com formato e medidas correspondentes aos da peça a ser fabricada utilizando alumínio, ferro, bronze, latão e aço entre outros. Para ser considerado artesanato, deve ser obrigatoriamente associado às técnicas de criação do objeto.

28. FUNILARIA/LATOARIA
Reaproveitamento de materiais para produção manual de bacia, brinquedo, candeeiro, funil e outros, por meio do processo de rebatimento e dobragem e, quando necessário, pontos de solda.

29. FUSÃO (FUSING)
Consiste em utilizar como matéria-prima pedaços de vidros, que, associados a pigmentos como óxidos de metais e elevados a temperaturas altas formam peças com formas definidas pela disposição antes da fusão para a confecção de bijuterias e utilitários.

30. GRAVAÇÃO
É a arte ou técnica de gravar, ou seja, de fazer riscos e incisões. Pode ser feita diretamente no suporte ou em uma matriz para posterior reprodução, classificando-se, assim, como gravura. No caso de gravuras, há a impressão de uma imagem, estampa ou qualquer ilustração desenvolvida no suporte escolhido.

30.1 GRAVAÇÃO EM METAL
Técnica realizada em uma matriz em forma de chapa metálica em que são criados desenhos e texturas por meio de ferramentas. A gravura em buril ou talho-doce e a ponta seca usa o metal fazendo incisões e depois se utilizam a tinta e a prensa para finalização do processo de impressão. No caso da técnica água-forte se tem o uso de agente químico e verniz. A maneira-negra ou meia-tinta é feita com a matriz preparada sem ácidos, trabalhando-se a partir do negro por meio de raspagem. A água-tinta utiliza ácidos, breu, betume e resina que aderem à placa por meio do calor e traz como resultado a possibilidade das aguadas para se obter escalas de cinza.

30.2 GRAVAÇÃO EM VIDRO
É baseada em moldes em cera, metal ou película, e permite gravar os vidros por corrosão com ácido ou jato de areia (jateamento) na criação de desenhos. Técnica também denominada de foscagem.

30.3 LITOGRAFIA
Técnica de fazer gravuras cujo processo de gravação é executado sobre pedra plana e calcária chamada de pedra litográfica. A superfície é desenhada com materiais gordurosos que são retidos pelo carbonato de cálcio da pedra, memorizando a imagem. Depois é preciso uma combinação de ácidos que reagem fazendo com que a imagem fique gravada na pedra. Posteriormente é passado um rolo com tinta de impressão sobre a superfície e então é colocado o papel e levado para a prensa. A tinta adere ao desenho deixando brancas as partes sem imagem.

30.4 PIROGRAFIA
Técnica de gravar desenhos a fogo sobre couro, madeira e outros tantos materiais – com o emprego de um pirógrafo (aparelho elétrico para gravação por meio do calor) ou ferro em brasa, formando paisagens variadas, feitas à mão livre em tonalidades que variam do marrom claro ao preto.

30.5 XILOGRAFIA
É a técnica de fazer matrizes com gravações para a reprodução de gravuras, com características únicas e produção limitada. Tradicionalmente feitas sobre casca de cajá e imburana de cheiro (em São Paulo é feita sobre madeira de pinos), utilizando-se como principais instrumentos de trabalho um pequeno buril feito com haste de canivete, prego, sombrinha, goivas e agulhas para fazer os clichês. Para reprodução, usa-se um rodo com tinta gráfica sobre a matriz para impressões em borracha, madeira, papel, tecido, etc. que retratam temas característicos da região, feitos populares e festividades locais.

31. LUTERIA
A luteria diz respeito à construção e manutenção de instrumentos musicais, com foco, segundo a história, em instrumentos de cordas feitos em madeira, artesanalmente. O termo se refere à palavra francesa luth (liuto em italiano), por isso os construtores de luth (alaúde) eram chamados de luthiers. Com a evolução dos instrumentos, os luthiers passaram a construir também violões, violinos, violas, cavaquinhos e bandolins e, mais recentemente, guitarras e baixos elétricos. Assim a palavra acabou adquirindo um significado genérico. Atualmente é aceito o uso da palavra luthier na construção de sopros em madeira e cravos utilizando técnicas como marcenaria, moldagem, entalhe, prensagem, colagem, além do acabamento em pintura.

32. LATONAGEM
Consiste na arte de se fazer texturas e relevos a partir de qualquer tipo de forma ou figura em folha de metal maleável, utilizando a mão livre ou moldes para enfeitar os objetos. A folha de metal pode ser trabalhada de diversas formas e aplicada sobre madeira, porcelana, vidro e outros materiais. Pode ser utilizado alumínio, cobre, latão, além de boleadores, carretilha e ponta seca.

33. MAMUCABA
A técnica consiste em transformar faixas de tecido plano ou fibras vegetais em fios, trançando-os. Esse tecido atravessa e reforça o cabrestilho, sendo as extremidades ornadas com as bonecas de mamucabas que dão reforço e beleza aos punhos da rede de dormir.

34. MARCENARIA
Técnica que surge da carpintaria como um dos ramos de trabalho artesanal na madeira, porém de forma mais delicada, com trabalhos em entalhe e torneamento. Somente as peças caracterizadas dessa forma são consideradas como trabalho artesanal.

35. MARCHETARIA
Técnica de embutir, encaixar, incrustar ou aplicar peças recortadas de madeira, metais e outros materiais, formando desenhos variados. As peças produzidas são chamadas de marchete, obra de embutidos ou peças de madeira a que se aplicam diferentes pedaços de madeiras preciosas, chifre, osso, madrepérola e outros materiais.

36. MODELAGEM
A modelagem pode ser definida como o ato de modelar objetos tridimensionais, ajustando a forma manualmente de materiais como argila, metal, balata, barro, massa de guaraná, massa sintética, papel marche e papier collé, entre outros. Mesmo com as tecnologias vigentes e o possível uso de torno, ainda é uma prática bastante artesanal. Diferente do desenho e da pintura, a modelagem nos proporciona a visão de todos os ângulos e lados da estrutura, e ainda podemos perceber a sua textura. No caso de massa fria (biscuit), o artesão deverá preparar a própria massa.

37. MODELAGEM A FOGO
Consiste em modelar peças utilizando o vidro como matéria-prima num processo que utiliza a chama de um maçarico numa temperatura entre 950º a 1250° C. O artesão confecciona as peças com o vidro em alta temperatura utilizando varetas de vidros das mais diferentes cores. Também pode utilizar pigmentos óxidos na composição da cor. Utiliza ferramentas manuais, tais como espátulas, pinças e tesouras para obter as formas desejadas na produção de miniaturas em vidro ou cristal.

38. MOLDAGEM
O processo de moldagem, aliado a outros métodos na confecção de um objeto, representa o protótipo original da imaginação criativa do artesão. Podem ser moldadas peças em ferro, látex, madeira, massa, papel e outros materiais. A moldagem no artesanato pode ser considerada quando o artesão produz o próprio molde e o resultado poderá presumir regularidade e padrão, excetuando-se peças idênticas ou cópias.

39. MONTAGEM
A montagem é uma técnica considerada exclusiva do artesanato indígena, quilombola e de matriz africana, desde que comprovada uma produção tradicional no âmbito de cada comunidade.

40. MOSAICO
Consiste em colocar peças recortadas ou quebradas (cacos) próximas umas das outras resultando num determinado desenho ou imagem. Depois da colagem e secagem das peças o trabalho é rejuntado. Os materiais utilizados podem ser azulejo, pastilha de vidro, pastilhas de porcelana, pastilhas plásticas, pedras, cerâmicas, espelhos e outros, em forma de pequenos fragmentos, feitos em suportes variados.

41. OURIVESARIA
A ourivesaria na joalheria é a técnica de produção de joias e ornamentos utilizando metais nobres: ouro, platina e prata. Com o derretimento do metal as peças são condensadas em um bloco até que o mesmo fique na forma desejada por meio de técnicas de martelagem, modelagem, soldagem e refinamento.

42. PINTURA
A técnica consiste na aplicação das tintas e pigmentos sobre um desenho ou tema pré-definido na pintura à mão sobre suportes diversos, exceto sobre tela, formando imagens criadas pelo artesão.

42.1 BATIQUE
Técnica de pintura em tecidos ou couros com características bem definidas; são utilizados cera de abelha, parafina e tinta. Assim que o tecido é pintado, ele é colocado em um banho de corante onde as áreas sob a cera permanecerão destingidas. Podem ser produzidos desenhos complexos ao sobrepor cores e ao usar rachaduras na cera pintada para produzir linhas finas.

42.2 BAUERNMALEREI
Técnica que retrata flores e arabescos em sua essência. Caracterizado por pinceladas livres, espessas e precisas, em formato de vírgula, realçadas com traços de branco. Usada em artigos de decoração, cachepôs, floreiras, janelas, móveis, soleiras, vasos e utensílios domésticos. Bauernmalerei ou simplesmente Bauer significa pintura campestre.

42.3 ENGOBE
Caracteriza-se por ser um tipo de tinta utilizada para pinturas em cerâmica que é composta de uma mistura de argila e água, com adição ou não de óxidos corantes e/ou pigmentos para produzir tonalidades variadas, aplicada em forma líquida na peça antes da queima.

42.4 ESMALTE
Os esmaltes cerâmicos não são tintas, são derivados de minerais, e também conhecidos pelos nomes de “vidrado” ou “verniz”. No esmalte, a cor é produzida por óxidos e a sua formulação contém outros elementos que determinam propriedades diversificadas. A peça é pintada e depois levada ao forno para aderência, ativação da cor e do aspecto de vitrificação.

42.5 ESTAMPARIA
Tomando-se por base o tecido, são criadas sobre o mesmo estampas variadas com a utilização de aerógrafo, escova, pincel, rolo ,seringa, extencil e carimbo.

42.6 PÊSSANKAS
A técnica consiste na pintura de ovo cru ou esvaziado, ou ovo de madeira. São utilizados pigmentos naturais como casca de cebola, cebolinha roxa, cera de abelha, vela, etc. Utilizam-se como ferramentas pincel ou caneta.

42.7 PINTURA EM AZULEJO
Técnica de pintura em azulejo com ornamentos geométricos ou florais, tanto à mão como serigrafados, levado ao forno para finalizar o objeto. Caso utilize matriz, deverá ser elaborada pelo artesão.

42.8 PINTURA LIVRE
A técnica consiste na aplicação das tintas e pigmentos sobre um desenho ou tema pré-definido na pintura à mão sobre suportes diversos, exceto sobre tela, formando imagens criadas pelo artesão.

42.09 PINTURA DE TERRA
Consiste na utilização de tinta resultante das argilas e siltes da terra de várias tonalidades, que aliados a água e cola fornecem os pigmentos coloridos que serão aplicados no artesanato como cerâmica, madeira, tecido, papel marchê entre outros. A tabatinga e o tauá são pigmentos naturais tradicionalmente utilizados.

42.10 PINTURA VITRAL
Esta técnica é conhecida como falso vitral e se baseia somente na utilização de tinta sintética vitral, onde o artesão executa desenhos com a referida tinta sobre superfície de vidro utilizando pincéis ou outros instrumentos. Na técnica podem ser reutilizados recipientes de vidro como garrafas e potes.

43. PRENSAGEM
Consiste em dar conformidade a materiais submetidos a uma pressão uniforme em toda a sua superfície, permitindo ajustes para uma variedade de exigências de qualidade, inclusive para dar forma às peças artesanais.

44.  PRODUÇÃO DE PAPEL ARTESANAL
Técnica que utiliza diversos materiais, tais como: casca, erva, pseudo caule (bananeira), bambu, cana de açúcar, fibra vegetal, flor seca, papel industrializado e outros, e, a partir de processos artesanais tais como: corte, separação, cozimento, lavação, batedura ou pilagem, branqueamento, tingimento, filtragem, resulta num produto final que, após imersão de uma tela específica, forma as folhas de papel artesanal, ou pasta que pode ser aplicada em diversos outros objetos de decoração, como papéis, embalagens, caixas, adornos, etc.

45. PRODUÇÃO DE PAPEL RECICLADO ARTESANAL
Processo de produção artesanal reciclando papel industrializado, livre de resíduos, de gorduras, graxas e tintas, e, através dos processos de: seleção, rasgadura, imersão, liquidificação, imersão da tela, forma as folhas ou placas e, até mesmo uma massa homogênea que se transforma em peças de papelaria, decorativas, adornos, etc.

46. REUTILIZAÇÃO
Processo de aproveitamento de um material sem transformar sua estrutura ou composição química gerando novas possibilidades de uso. A partir de garrafas “pet”, latas de alumínio e de aço, jornais, recipientes de vidro, lacres de alumínio, embalagens de papelão e outros são criadas peças artísticas com função e identidade cultural.

47. RECICLAGEM
É um processo de transformação de um resíduo sólido, que envolve a alteração de suas propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas, tendo por finalidade o reaproveitamento de materiais diversos, transformados em novos produtos. O valor cultural agregado ao processo produtivo é determinante para se constituir em artesanato.

48. RENDA
Renda é uma técnica artesanal que consiste em entrelaçar ou recortar fios de algodão, linho, ouro, prata e seda, formando desenhos variados, geralmente de aspecto transparente ou vazado. A renda nasce e se desenvolve do fio que é conduzido por agulhas, trançado por bilros ou formado por nós. Nela, os motivos do desenho são feitos à medida que o artesão produz o fundo que estrutura o tecido.

48.1 ABROLHO
Abrolho é uma técnica que consiste em desfiar a ponta de um tecido, separar os fios em pequenos grupos e entrelaça-los por nós, o que resulta numa variedade de desenhos que formam a renda. Pode ser considerada uma variação da renda macramê.

48.2 BILRO
Técnica de produzir renda utilizando linhas de algodão e tendo como base um padrão feito de papelão picado, também chamado “pique”, afixado numa almofada cilíndrica por meio de alfinetes ou espinhos e que são trançadas pela troca de posição dos bilros.  Os bilros são pequenas peças de madeira (13 a 15 cm), que têm a função de tramar os fios da renda (podem ser todo de madeira ou com a esfera de coco). Cada renda vai demandar uma quantidade diferente de bilros, que são trabalhados simultaneamente.

48.3 FRIVOLITÊ
Espécie de renda cuja técnica consiste em pequenos nós produzidos inicialmente com o uso de navetes de madeira e linha de algodão. Atualmente, a frivolité também é feito com agulhas e o cordão utilizado como matéria-prima na produção de bolsas, cintos, colares e outros adornos. Para as peças mais finas e vestuário, usa-se as linhas finas, conforme a tradição.

48.4 GRAMPADA
Técnica de laçar fios e fitas ao redor de hastes de metal (grampos) com o auxílio de uma agulha de crochê. Conforme a malha vai crescendo, são retiradas dos grampos as primeiras laçadas.

48.5 GUIPURE OU GRIPIER
A renda guipure é feitas de linho ou seda para fazer imitação em alto relevo. O ponto é trabalhado com agulhas para contornar com linha grossa, alguns dos desenhos considerados mais importante do padrão. A característica principal desse tipo de renda é a execução de diversos motivos como folhas, flores e ramificações de frutas, folhagens e arabescos. Cada um dos motivos é feito em separado.

48.6 IRLANDESA
Trata-se de uma renda de agulha que tem como suporte o lacê, cordão brilhoso que preso a um debuxo ou risco de desenho sinuoso, deixa espaços vazio a serem preenchidos pelos pontos. Estes pontos são bordados, compondo a trama da renda com motivos tradicionais e ícones da cultural brasileira, criados e recriados pelas rendeiras.

48.7 LABIRINTO OU CRIVO OU CONTADO
É uma técnica trabalhada com um emaranhado de pontos que se faz desfiando o tecido, montado em armação de madeira (tela ou bastidor), unindo fios e preenchendo espaços com cerzimentos. É uma renda de agulha onde se empregam os pontos de corte, de fios tirados, cruz, milindro, relevo e cerzimentos. O ponto crivo ou labirinto pode ser executado em qualquer tecido com fios contáveis, onde se fazem pequenos cortes em fios determinados do tecido, formando desenhos. O que o caracteriza é a formação de buraquinhos e a passagem da linha através destes.

48.8 MACRAMÊ
Técnica de tecer fios que vão se cruzando e ficam presos por nós formando desenhos geométricos, franjas e uma infinidade de formas decorativas. O macramê tem duas formas mais conhecidas de trançado: o ponto “festonê” e o ponto “nó duplo”, no primeiro dois fios são usados um esticado e o outro enlaça formando nós, no segundo três fios são usados um esticado no meio e os outros dois enlaçam formando nós.

48.9 RENASCENÇA OU RENDA INGLESA
Técnica em que a renda é construída a partir do alinhavo do lacê (espécie de fita) sobre o suporte com o desenho. Com agulha e linha se preenche os espaços entre os lacês. Depois de feito todo o preenchimento, o alinhavo é desfeito e a renda retirada do suporte. A técnica, também conhecida como Renda Inglesa, está incluída na categoria de renda de agulha por ser feita a partir de modelos riscados em papel, sobre o qual é preso o lacê, cadarço fino vendido em peças, que com agulha vai se ligando e formando os desenhos da renda.

48.10 RENDA TURCA OU SINGELEZA
Técnica elaborada com linha e agulhas. Uma das agulhas usadas é a de tapeçaria e as agulhas de apoio do trabalho são feitas com muita improvisação, usando talos de coqueiro, palitos de churrasco e o que estiver à mão. Em alguns locais os artesãos usam a mesma navete que pescadores utilizam em suas redes. Os pontos são costurados com a agulha de tapeçaria enquanto ficam montadas na agulha de apoio. A cada trecho vão sendo retirados desse apoio e trabalhados com novos detalhes.

48.11 TENERIFE OU NHANDUTI OU RENDA DO SOL
Renda feita utilizando-se agulha grossa, linha e tábua de vários tamanhos e formas. A tábua serve de modelagem onde são colocados pregos sem cabeça para o entrelace da linha. Consiste no entrelaçamento da linha nos pregos repetidas vezes.

49. SAPATARIA
Técnica que envolve o tratamento artesanal do couro, modelagem, costura, entalhes, perfuração, lixamento e outras variações para a produção manual de sapatos, bolsas e outros acessórios.

50. SELARIA
A técnica envolve o tratamento artesanal do couro, modelagem, costura, entalhes, perfuração, lixamento, rebite e outras variações, a feitura manual de selas e artigos de montaria.

51. SERRALHERIA
A técnica consiste na transformação de metais em peças artesanais decorativas e utilitárias. No artesanato pode ser expresso em ferro forjado ou batido, onde os objetos são colocados na forja (fornalha para incandescer metais) até deixar o material elástico e permitindo que seja trabalhado com batidas ou pancadas de martelo.

52. TAPEÇARIA
Técnica que consiste na confecção artesanal de um tecido, geralmente encorpado, sobre o suporte de uma tela, formado pelo cruzamento de duas estruturas de fios obtidos de fibras flexíveis, como lã ou algodão. O uso de fios coloridos e de técnicas diversas de entrelaçamento permite que figuras sejam compostas durante o processo de execução.

53. TAXIDERMIA
Técnica de dissecação para preservação da forma da pele, planos e tamanho dos animais com objetivo de manter as características de expressão do animal e, por vezes, seu ambiente natural. Usada para coleção, material didático ou uso decorativo, essa técnica utiliza facas, tesoura, linha e agulha, tinta e pincel, entre outros, além de produtos químicos.

54. TECELAGEM
Tecelagem é o trabalho de entrelaçar fios nos teares. Entrelaçar teia e trama – urdume e tapume. Teia é a base, o fundo do tecido, feito nas urdideiras e levado depois para o tear onde é tapado e então tecido. Tanto para o urdume como para o tapume o tecelão vai utilizar fios de algodão, lã, linho, buriti, pita, entre outros. São instrumentos da tecelagem a urdidura, o cabo, a trama, o pente e outros, utilizados nos diversos tipos de teares.

55. TINGIMENTO
Consiste na alteração da cor primitiva de tecidos ou outros materiais, dando-se cor por imersão em tinta ou corante, sintético ou natural, e formando padrões, entre dégradé colorido e com manchas ou figuras.

56. TORÇÃO EM ARAME
Na técnica de torção são utilizados geralmente arames e chapas de metal. As peças são confeccionadas com a utilização de alicates e tesoura de corte de chapa . Normalmente o artesão utiliza os alicates de corte diagonal, bico meia cana, bico redondo e torquesa. As peças vão ganhando a forma desejada apenas com a dobragem e fixação das partes umas nas outras utilizando a resistência do metal escolhido, sem qualquer auxilio de solda ou adesivos.

57. TORNEAMENTO
Modelagem de uma peça com a utilização de ferramenta cortante ou lixa, utilizando o torno elétrico ou manual, equipamento que possui a capacidade de girar, dotado de um eixo estendido na horizontal, geralmente utilizado para dar acabamento em peças. É usado para fazer peças de mobiliário, ferramentas, brinquedos e outros objetos de uso pessoal a partir de matérias-primas como chifre, osso e outros.

58. TRANÇADO
O trançado consiste no entrelaçamento de fibras ou outras matérias-primas em forma de fios, lâminas ou tiras. A técnica do trançado é tão diversificada quanto o produto final. Sempre se inicia a peça mediante o simples cruzamento de duas ou mais talas, que correspondem à parte central, base ou fundo. Entrelaçando-se a seguir novas talas, obtém-se a forma desejada.

59. TEÇUME
Consiste num processo artesanal desde a extração de fibras vegetais (tala de cauaçu) com a utilização de corantes naturais, resultando em matéria-prima a ser trançada para produção de artefatos domésticos e decorativos. Revela o processo produtivo de moradores de comunidade ribeirinha da Amazônia, conhecido como “Teçume D´Amazônia”.

60. TRICÔ
O tricô é uma técnica para entrelaçar o fio de lã ou outra fibra têxtil, por meio de duas agulhas grandes de forma organizada, criando-se assim um pano que por suas características de textura e elasticidade é chamado de malha de tricô ou simplesmente tricô.

61. VITRAL 
A técnica do vitral consiste na composição de imagens cuja finalidade é a transposição da luz solar. A técnica consiste na construção da estrutura metálica, massa epoxi ou de madeira formando os desenhos e seu preenchimento com cacos de vidros coloridos ou transparentes pintados observando elementos como a temperatura correta, o tempo exato do vidro no fogo, a dosagem dos pigmentos e a harmonia dos matizes. Utiliza-se na técnica a ferramenta de corte diamantada, massas de calefação e tintas sintéticas para vidro. No artesanato brasileiro, a técnica vitral é muito utilizada.

TABELA DE TIPOLOGIAS E TÉCNICAS

GRUPO 01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL
01.01: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM ANIMAL
CÓDIGOTIPOLOGIASMATÉRIAS-PRIMASTÉCNICAS
01.01.01Couro e PeleCamurça
Couro
Couro bovino
Couro caprino
Couro de jacaré
Couro equino
Couro ovino
Couro peixe
Pele
Pele de avestruz
Pele de chinchila
Pele de coelho
Colagem
Costura em retalho
Curtimento / Curtume artesanal
Crochê
Entalhe
Gravação – Pirografia
Modelagem
Montagem
Pintura – Batique
Pintura – Bauer
Pintura – Livre
Sapataria
Selaria
Taxidermia
Tingimento
Trançado
01.01.02EscamaEscama de peixeColagem
Esmerilhamento
Montagem
Mosaico
Pintura – Livre
Tingimento
01.01.03CeraCera
Cera de abelha
Modelagem
Moldagem
Pintura – Batique
Saponificação
Tingimento
01.01.04Pena e PlumaPena
Pluma de ave
Colagem
Costura – Retalho
Montagem
Tingimento
01.01.05Arpilharia
Colagem
Costura – Retalho
Crochê
Fiação
Tapeçaria
Tecelagem
Tricô
Trançado
01.01.06CascaCasca de Marisco
Casca de ovo
Ovo de avestruz
Colagem
Esmerilhamento
Montagem
Pintura – Pêssankas
01.01.07CascoCascoEntalhe
Esmerilhamento
Gravação – Pirografia
Montagem
Tingimento
Torneamento
Pintura – Livre
01.01.08ConchaConcha
Concha de marisco
Colagem
Esmerilhamento
Montagem
Mosaico
Pintura – Livre
Tingimento
01.01.09Crina e PeloCrina
Pelo
Montagem
Tingimento
Trançado
01.01.10Dente, Chifre e OssoChifre
Dente
Espinha
Osso
Colagem
Entalhe
Esculpir
Esmerilhamento
Gravação – Pirografia
Lapidação
Marchetaria
Montagem
Pintura – Livre
Tingimento
Torneamento
01.01.11CarcaçaCarcaça de anfíbio
Carcaça de ave
Carcaça de crustáceo
Carcaça de mamífero
Carcaça de peixe
Carcaça de réptil
Montagem
Taxidermia
01.02: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM VEGETAL
CÓDIGOTIPOLOGIASMATÉRIAS-PRIMASTÉCNICAS
01.02.01SementeAndiroba
Cacau
Castanha
Conta de Lágrima
Copaíba
Coité
Corante
Inajá
Jatobá
Jarina
Jupati
Mamona
Milho
Óleo de Buriti
Óleo de coco
Óleo vegetal
Olho de cabra
Olho de boi
patauá
Paxiúba
Paxiubão
Pigmento
Semente
Semente de açaí
Tucumã
Colagem
Esmerilhamento
Montagem
Mosaico
Pintura – Livre
Tingimento
01.02.02Casca, Caule e RaizCasca
Casca de alho
Casca de arroz
Casca de árvore
Casca de café
Casca de cebola
Casca de coco
Casca de coqueiro
Caule
Caule de buriti
Cortiça
Endocarpo do coco/quenga
Gengibre/Mangarataia
Raiz
Tala de dendê

Carpintaria
Entalhe
Esculpir
Marcenaria
Marchetaria
Montagem
Mosaico
Pintura – Livre
Tingimento
Trançado

01.02.03Flor, Folha e FrutoAçai
Bacuri
Cabaça/Porongo
Capeba
Cuia
Cupuaçu
Flor
Flor seca
Folha
Folha seca
Folha de coqueiro
Folha de Patchouli
Fruto
Jenipapo
Óleo de Patchouli
Ouriço da castanha
Polpa de fruta
Pinha
Tucum/Ticum
Colagem
Desidratação
Esqueletização
Gravação – Pirografia
Modelagem
Montagem
Pintura – Livre
Prensagem
Tingimento
01.02.04Fio e FibraAlgodão
Bambu
Bucha vegetal
Capim
Capim do brejo
Capim dourado
Capim navalha
Caule do coqueiro
Cipó
Cipó-titica
Fibra
Fibra de arumã
Fibra de bananeira
Fibra de buriti/miriti
Fibra de camalote
Fibra de cana-de-açúcar
Fibra de carnaúba
Fibra de caroá
Fibra de chila
Fibra de coco
Fibra de embira/envira
Fibra de jacitara
Fibra de jupati
Fibra de milho
Fibra de Salsaparrilha
Fibra de sisal
Fibra de trigo
Fibra de tucum
Fibra de Tururi
Junco
Juta
Palha
Palha de arroz
Palha de bananeira
Palha de buriti
Palha de carnaúba
Palha de café
Palha de chila
Palha de coqueiro
Palha da costa
Palha de milho
Palha de ouricuri
Palha de piaçava /piaçaba
Palha de tucum
Rami
Taboa
Taquara
Fio de Tucum
Vime
Boleado
Bordado – Aberto
Bordado – Aplicação
Bordado – Arpilharia
Bordado – Boa Noite
Bordado – Bouvaire
Bordado – Caminho sem Fim
Bordado – Casa de Abelha
Bordado – Cheio
Bordado – Com Fita
Bordado – Corrente ou cadeia
Bordado – Filé
Bordado – Matiz
Bordado – Oitinho
Bordado – Ponto cruz
Bordado – Redendê / Hardanger
Bordado – Reto
Bordado – Richelieu
Bordado – Rococó
Bordado – Russo
Bordado – Sombra
Bordado – Vagonite
Bordado – Xadrez
Carpintaria
Colagem
Costura – Retalho
Crochê
Entalhe
Esculpir
Mamucaba
Marchetaria
Montagem
Mosaico
Pintura – Livre
Reciclagem de papel
Renda – Abrolho
Renda – Bilro
Renda – Frivolité
Renda – Grampada
Renda – Guipure ou Gripier
Renda – Irlandesa
Renda – Crivo / Labirinto
Renda – Macramê
Renda – Renascença ou Renda Inglesa
Renda – Renda Turca ou Singeleza
Renda – Tenerife / Nhanduti / Renda do sol
Tapeçaria
Tecelagem
Teçume
Tingimento
Trançado
Tricô
01.02.05MadeiraAndiroba
Angelim
Buriti
Canela
Carnaúba
Caxeta
Cumaru
Embaúba
Eucalipto
Garapeira
Guaruba
Imbuia
Ipê ou pau d’arco
Jaqueira
Jataúba
Jatobá
Madeira
Madeira de cafeeiro
Madeira de coqueiro
Madeira de demolição
Macaucaúba
Maçaranduba
Marupá
Miriti
Mulungu
Palito
Paparaúba
Pau mulato
Roxinho
Tauari
Timbaúba

Calado / Vazado
Carpintaria
Colagem
Entalhe
Esculpir
Folheação / Douração
Gravação – Pirografia
Gravação – Xilografia
Luteria
Marcenaria
Marchetaria
Moldagem
Mosaico
Pintura – Bauer
Pintura – Livre
Pintura – Pintura de terra
Pintura – Pessânkas
Prensagem
Torneamento

01.02.06LátexBalata
Látex
Modelagem
Moldagem
Tingimento
01.02.08Cera, Massa e ResinaCera
Massa de guaraná
Resina
Modelagem
Moldagem
Pintura – Batique
Pintura – Pêssankas
Tingimento
01.03: MATÉRIA-PRIMA NATURAL DE ORIGEM MINERAL
CÓDIGOTIPOLOGIASMATÉRIAS-PRIMASTÉCNICAS
01.03.01ArgilaArgila
Corante
Pigmento de Argila
·         Tauá
·         Tabatinga
Massa cerâmica
Paper Clay
Cerâmica – Faiança
Cerâmica – Grês
Cerâmica – Porcelana
Cerâmica – Raku
Cerâmica – Tradicional
Cerâmica – Terracota
Cerâmica – Vidrado / Esmalte cerâmico
Modelagem
Moldagem
Mosaico
Pintura – Bauer
Pintura – Engobe
Pintura – Esmalte
Pintura – Azulejo
Pintura – Livre
Pintura – Terra
Tingimento
01.03.02AreiaAreiaColagem
Composição de imagem em areia
Pintura – Livre
Pintura – Terra
Tingimento
01.03.03PedraCristais
Gema brasileira
Granito
Mármore
Pedra
Pedra-sabão
Entalhe
Esculpir
Esmerilhamento
Gravação – Litografia
Lapidação
Mosaico
Pintura – Livre
GRUPO 02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA
02.01: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM ANIMAL
CÓDIGOTIPOLOGIASMATÉRIAS-PRIMASTÉCNICAS
02.01.01CouroCouroCostura – Costura em retalho
Crochê
Entalhe
Gravação – Pirografia
Modelagem
Moldagem
Montagem
Pintura – Bauer
Pintura – Livre
Sapataria
Selaria
Tingimento
Trançado
02.01.02Fio de lãFio de lãBordado – Arpilharia
Costura – Retalho
Crochê
Fiação
Tapeçaria
Tecelagem
Trançado
Tricô
02.01.03SedaLinha de seda
Tecido
Costura – Fuxico
Costura – Patchwork
Costura – Retalho
Montagem
Pintura – Batique
Pintura – Livre
Renda – Guipure/Gripier
Tecelagem
02.02: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM VEGETAL
CÓDIGOTIPOLOGIASMATÉRIAS-PRIMASTÉCNICAS
02.02.01Fio e TecidoAlgodão
Algodão colorido
Barbante
Cânhamo
Caroá
Corda
Cordão
Feltro
Fio
Fio têxtil
Fita de cetim
Jeans
Juta
Linha de algodão
Linha de seda
Linho
Lona
Malha
Tecido
Viés
Amarradinho/Puxadinho
Boleado
Bordado – Aberto
Bordado – Aplicação
Bordado – Arpilharia
Bordado – Boa noite
Bordado – Bouvaire
Bordado – Caminho sem fim
Bordado – Casa de abelha
Bordado – Cheio
Bordado – Com fita
Bordado – Corrente / Cadeia
Bordado – Ponto cruz
Bordado – Filé
Bordado – Matiz
Bordado – Oitinho
Bordado – Redendê / Hardanger
Bordado – Reto
Bordado – Richelieu
Bordado – Rococó
Bordado – Russo
Bordado – Sombra
Bordado – Vagonite
Bordado – Ponto xadrez
Colagem
Costura – Fuxico
Costura – Patchwork
Costura – Retalho
Crochê
Estamparia
Gravação – Pirografia
Mamucaba
Pintura – Batique
Pintura – Bauer
Pintura – Estamparia
Pintura – Livre
Pintura – Terra
Renda – Abrolho
Renda – Bilro
Renda – Frivolité
Renda – Grampada
Renda – Guipure / Gripier
Renda – Irlandesa
Renda – Crivo / Labirinto
Renda – Macramê
Renda – Renascença / Inglesa
Renda – Turca / Singeleza
Renda – Tenerife / Nhanduti / Sol
Tapeçaria
Tecelagem
Tingimento
Trançado
Tricô
02.02.02BorrachaBorracha
Pneu
Modelagem
Moldagem
Montagem
Reciclagem
Reutilização
02.02.03MDF, Aglomerado e CompensadoChapa de compensado
MDF
Folha de compensado
Placa de aglomerado
Calado/Vazado
Carpintaria
Colagem
Entalhe em madeira
Esculpir
Folheação/Douração
Gravação – Pirografia
Gravação – Xilografia
Marcenaria
Marchetaria
Moldagem
Mosaico
Prensagem
Pintura – Bauer
Pintura – Livre
Pintura – Terra
Pintura – Pessânkas
02.02.04PapelFiltro de café
Papel
Papel Jornal
Papel Machê
Papelão
Boleado
Cartonagem
Colagem
Dobradura / Origami
Filigrana em papel / Quilling
Modelagem
Moldagem
Montagem
Papietagem
Pintura – Terra
Pintura – Livre
Prensagem
Reciclagem
Reutilização
Trançado
02.03: MATÉRIA-PRIMA MANUFATURADA DE ORIGEM MINERAL
CÓDIGOTIPOLOGIASMATÉRIAS-PRIMASTÉCNICAS
02.03.01MetalAço
Alpaca
Alumínio
Arame
Bronze
Chumbo
Cobre
Estanho
Ferro
Fio metálico
Flandres
Lacre de lata
Lata
Latão
Metal
Níquel
Ouro
Platina
Prata
Zinco
Calado/Vazado
Cinzelagem/Repuxo
Cutelaria
Esmerilhamento
Filigrana em metal
Folheação/Douração
Fundição
Funilaria/Latoaria
Gravação – Metal
Latonagem
Moldagem
Montagem
Ourivesaria
Prensagem
Pintura – Livre
Reciclagem
Reutilização
Serralheria
Torção em arame
Trançado
02.03.02VidroVidroFusão/Fusing
Gravação – Vidro
Lapidação
Modelagem a fogo
Moldagem
Mosaico
Pintura – Livre
Pintura – Vitral
Reciclagem
Reutilização
Vitral
GRUPO 03: MATÉRIA-PRIMA SINTÉTICA
CÓDIGOTIPOLOGIASMATÉRIAS-PRIMASTÉCNICAS
03.00.01Fio e TecidoFio
Fio de nylon
Linha sintética
Lycra
Microfibra
Poliéster
Polipropileno
Tecido
Amarradinho/Puxadinho
Boleado
Colagem
Costura – Fuxico
Costura – Patchwork
Costura – Retalho
Crochê
Pintura – Batique
Pintura – Estamparia
Tapeçaria
Tingimento
Trançado
03.00.02Couro SintéticoCouro sintéticoCostura – Retalho
Crochê
Gravação – Pirografia
Moldagem
Montagem
Pintura – Livre
Sapataria
Selaria
Tingimento
Trançado
03.00.03MassaMassa
Massa fria (biscuit)
Massa plástica
Modelagem
Pintura – Livre
Pintura – Terra
03.00.04Cera e ParafinaCera
Parafina
Modelagem
Moldagem
03.00.05ResinaResinaMoldagem
03.00.06Corante e PigmentoCorante
Pigmento
Tingimento
03.00.07TintaTintaPintura – Batique
Pintura – Bauer
Pintura – Engobe
Pintura – Esmalte
Pintura – Estamparia
Pintura – Azulejo
Pintura – Livre
Pintura – Terra
Tingimento
03.00.08Miçanga e PedrariaAcrílico
Canutilho
Miçanga
Paetê
Bordado – Aplicação
Montagem
03.00.09Materiais RecicláveisEspuma
Fibra acrílica
Garrafa pet
Isopor
Plástico
PVC
Sucata de metal
Boleado
Calado/Vazado
Esculpir
Esmerilhamento
Funilaria/Latoaria
Gravação – Metal
Modelagem
Moldagem
Montagem
Mosaico
Pintura – Livre
Prensagem
Reciclagem
Reutilização
Serralheria
Torção em Arame
Trançado

Acessar

Sobre Rose Meusburger

Veja também

MESA DESIGN – Árvores, rios e ruas de SAMPA (dez/17 – SP)

MESA DESIGN - Árvores, rios e ruas de Sampa 09 de dezembro de 2017 - 14h UNIBES CULTURAL Rua Oscar Freire, 2500 - Estação Sumaré do Metrô (SP) Confirme presença - EVENTBRITE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *